Tu começas,
eu acabo.
Tu entras,
eu expulso-te.
Tu forças,
eu repudio-te.
Tu pedes,
eu aceito.
Tu olhas,
eu convido-te.
Tu respeitas,
eu respeito.
Tu partilhas,
eu também partilho.
Tu aceitas-me,
eu aceito-te.
Nós juntamos dois Universos,
nós somos Felizes.
Quem somos? Que raio de pergunta. De onde somos? De lugar nenhum. Quantos somos? ∞. O nosso objectivo: Viver. Viver para sempre.
Monday, August 06, 2012
Benção das 10
Benção comumente concedida.
Poço sem fundo,
nos qual vos perdeis do mundo.
Juízos de valor fazem,
baseados na vossa benção,
muitas vezes cheios de pretensão.
Felizes são aqueles que possuem tamanha benção.
Não sentem a dor,
nem veêm a cor.
Infeliz de quem vê.
Vê o que não é abençoado.
Oh amaldiçoado!
Infeliz sou
por continuar a ver os felizes
partilhar a benção enterrada nas suas raízes.
Poço sem fundo,
nos qual vos perdeis do mundo.
Juízos de valor fazem,
baseados na vossa benção,
muitas vezes cheios de pretensão.
Felizes são aqueles que possuem tamanha benção.
Não sentem a dor,
nem veêm a cor.
Infeliz de quem vê.
Vê o que não é abençoado.
Oh amaldiçoado!
Infeliz sou
por continuar a ver os felizes
partilhar a benção enterrada nas suas raízes.
Saturday, July 28, 2012
Uma experiência de vida...
Decorreu algum tempo, desde a última vez que escrevi neste formato, contudo nunca disse que deixaria de o fazer porque era infeliz ou tinha diarreia crónica. Assim sendo, creio ser legítimo continuar a fazê-lo, apesar de entretanto ter desenvolvido alguns sentimentos que não consigo sentir, mas dos quais vou tentar falar neste texto.
Pois bem, descobri recentemente que tinha hemorróidas e que elas me impediam de defecar com facilidade. Como é que descobri? Creio que será melhor o leitor desconhecer, porque além de nojento, pode ser bastante embaraçoso para a minha pessoa. Como senão bastasse fui atingido por uma realidade, que só a experiência adquirida com anos de vida pode revelar: o cocó nem sempre é castanho. Existe todo um intervalo de cores que surpreenderiam o querido leitor, que me vão fascinar para todo o sempre. A partir do momento em que descobri esta gama de produtos que podem trazer tamanha felicidade, a minha vida nunca mais foi a mesma. Mas não termina por aqui. A gama de cheiros também foi uma revelação.
Foi a partir deste momento, que decidi que ia-me dedicar ao estudo do cocó como matéria prima para diversas actividades (cropofília, cropofagia... etc.). Este estudo do cocó vou chamar de Cocólogia, e esta define-se como o estudo fundamental do cocó. E não, isto não é uma conversa de merda. O cocó merece ser tratado com dignidade, a par de outras substâncias igualmente importantes para a vida, como a água.
Além das minhas descobertas no campo da Cocólogia, investi um pouco na descoberta de novos horizontes depois de muito investigar o cocó. E eis que surgiu um maná no meio de todo um deserto: o xixi! O ouro que flui pela nossa uretra e bate no fundo da loiça com o tilintar da chuva a bater na janela. Para além de todas as gamas de cores que pode apresentar, o mais fascinante neste é o seu cheiro, que reflecte aquilo que ingerimos. Neste campo ainda estou pouco envolvido, mas estou a dar os meus primeiros passos no ramo e estou realmente fascinado. Uma experiência que vale a pena viver intensamente, como se fosse o meu último suspiro.
Não irei escrever mais sobre O Cocó e O Xixi, pois estas duas matérias são matérias que merecem ser tratadas com o devido respeito e não se deve invocar o seu nome em vão. Apenas nas horas de maior aflição (bolas! não consegui deixar de fazer rimar!).
Pois bem, descobri recentemente que tinha hemorróidas e que elas me impediam de defecar com facilidade. Como é que descobri? Creio que será melhor o leitor desconhecer, porque além de nojento, pode ser bastante embaraçoso para a minha pessoa. Como senão bastasse fui atingido por uma realidade, que só a experiência adquirida com anos de vida pode revelar: o cocó nem sempre é castanho. Existe todo um intervalo de cores que surpreenderiam o querido leitor, que me vão fascinar para todo o sempre. A partir do momento em que descobri esta gama de produtos que podem trazer tamanha felicidade, a minha vida nunca mais foi a mesma. Mas não termina por aqui. A gama de cheiros também foi uma revelação.
Foi a partir deste momento, que decidi que ia-me dedicar ao estudo do cocó como matéria prima para diversas actividades (cropofília, cropofagia... etc.). Este estudo do cocó vou chamar de Cocólogia, e esta define-se como o estudo fundamental do cocó. E não, isto não é uma conversa de merda. O cocó merece ser tratado com dignidade, a par de outras substâncias igualmente importantes para a vida, como a água.
Além das minhas descobertas no campo da Cocólogia, investi um pouco na descoberta de novos horizontes depois de muito investigar o cocó. E eis que surgiu um maná no meio de todo um deserto: o xixi! O ouro que flui pela nossa uretra e bate no fundo da loiça com o tilintar da chuva a bater na janela. Para além de todas as gamas de cores que pode apresentar, o mais fascinante neste é o seu cheiro, que reflecte aquilo que ingerimos. Neste campo ainda estou pouco envolvido, mas estou a dar os meus primeiros passos no ramo e estou realmente fascinado. Uma experiência que vale a pena viver intensamente, como se fosse o meu último suspiro.
Não irei escrever mais sobre O Cocó e O Xixi, pois estas duas matérias são matérias que merecem ser tratadas com o devido respeito e não se deve invocar o seu nome em vão. Apenas nas horas de maior aflição (bolas! não consegui deixar de fazer rimar!).
Receita de sucesso
1 chávena de estupidez,
bem cheia
(não deixar meia),
2 colheres de parvoíce,
1 pitada de loucura,
dar uma leve fervura.
Quando atingir um aspecto satisfatório,
corte o bom senso às rodelas,
separe-o em duas panelas.
O resultado será uma polpa dura,
Junte a polpa ao refugado de maluquice
e terá uma agradável surpresa.
Sirva depressa,
pois este preparo é efémero.
Quando terminar tudo, repita.
Nota: Este texto poderia entitular-se "poema de auto-ajuda" dependendo do país no qual é lido
bem cheia
(não deixar meia),
2 colheres de parvoíce,
1 pitada de loucura,
dar uma leve fervura.
Quando atingir um aspecto satisfatório,
corte o bom senso às rodelas,
separe-o em duas panelas.
O resultado será uma polpa dura,
Junte a polpa ao refugado de maluquice
e terá uma agradável surpresa.
Sirva depressa,
pois este preparo é efémero.
Quando terminar tudo, repita.
Nota: Este texto poderia entitular-se "poema de auto-ajuda" dependendo do país no qual é lido
Thursday, July 26, 2012
Despida
Pele dourada
e estaladiça.
ideal para um dentada.
O teu aroma intenso,
embora menos que incenso,
faz-me querer-te cada vez que penso.
Não és doce,
porque doce é meigo.
És salgada e atrevida.
És quente,
e enquanto o fores serás desejada,
mas deixares de o ser,
és apenas mais uma.
e estaladiça.
ideal para um dentada.
O teu aroma intenso,
embora menos que incenso,
faz-me querer-te cada vez que penso.
Não és doce,
porque doce é meigo.
És salgada e atrevida.
És quente,
e enquanto o fores serás desejada,
mas deixares de o ser,
és apenas mais uma.
Thursday, July 19, 2012
Congelado
Calor!
Onde estás Amor?
Não há dor,
ou qualquer clamor.
Apenas letargia,
falta de energia.
Congelada está a alegria,
até ser novamente Dia.
Restam os sonos,
no qual procurar os sonhos
que apenas o cronos
tornará novamente unos.
Onde estás Amor?
Não há dor,
ou qualquer clamor.
Apenas letargia,
falta de energia.
Congelada está a alegria,
até ser novamente Dia.
Restam os sonos,
no qual procurar os sonhos
que apenas o cronos
tornará novamente unos.
Tuesday, July 03, 2012
Mochileiros de profissão
Mochileiro, o que fazes?
Que fazes com essa mochila às costas?
Que levas nela?
Levo os sonhos
e esperança aos molhos
de grandes feitos.
Mochileiro, mochileiro!
O que ganhas com a tua profissão?
Ganho vontade de ganhar
Ganho conhecimento por iniciativa própria.
Mochileiro, mochileiro!
E de que vives?
Da boa vontade dos outros,
da mercê de outrens
e de tubarões estatais.
Mochileiro, mochileiro!
Que direitos tens?
...
Mochileiro, mochileiro!
Que será feito de ti depois de largares essa mochila?
...
Mochileiro, mochileiro!
Será isso insegurança ou incerteza?
Que fazes com essa mochila às costas?
Que levas nela?
Levo os sonhos
e esperança aos molhos
de grandes feitos.
Mochileiro, mochileiro!
O que ganhas com a tua profissão?
Ganho vontade de ganhar
Ganho conhecimento por iniciativa própria.
Mochileiro, mochileiro!
E de que vives?
Da boa vontade dos outros,
da mercê de outrens
e de tubarões estatais.
Mochileiro, mochileiro!
Que direitos tens?
...
Mochileiro, mochileiro!
Que será feito de ti depois de largares essa mochila?
...
Mochileiro, mochileiro!
Será isso insegurança ou incerteza?
Sunday, July 01, 2012
A Arte
Surge a dor,
surge a vontade
de fazer com amor
e habilidade.
A vontade aperta
o desespero aumenta
até que cedemos
e abrimos as comportas do nosso ser ao mundo.
Começa a fluir,
a cair, a cair, a cair
por vezes batendo
outras mergulhando tão fundo.
Tão fundo e tão leve,
com a doçura de quem te teve.
Te teve e não te voltará a ter mais,
até que uma nova vaga bata no cais.
surge a vontade
de fazer com amor
e habilidade.
A vontade aperta
o desespero aumenta
até que cedemos
e abrimos as comportas do nosso ser ao mundo.
Começa a fluir,
a cair, a cair, a cair
por vezes batendo
outras mergulhando tão fundo.
Tão fundo e tão leve,
com a doçura de quem te teve.
Te teve e não te voltará a ter mais,
até que uma nova vaga bata no cais.
Friday, June 29, 2012
Vivo
Respiro o ar por onde voam
Inspiro a suave brisa
Expiro o meu calor
Transpiro com o nosso calor
Quero navegar até onde a imaginação me levar
Espero nunca chegar a terra firme
Exaspero por uma torrente de sensações
Exagero que leva ao êxtase
Ánsia superada
Maresia de pensamentos que me apazigoa
Anarquia intelectual que me excita
Alegria derramada no caminho eterno
Inspiro a suave brisa
Expiro o meu calor
Transpiro com o nosso calor
Quero navegar até onde a imaginação me levar
Espero nunca chegar a terra firme
Exaspero por uma torrente de sensações
Exagero que leva ao êxtase
Ánsia superada
Maresia de pensamentos que me apazigoa
Anarquia intelectual que me excita
Alegria derramada no caminho eterno
Thursday, June 28, 2012
Pária
Como surge ninguém ao certo sabe,
tal é velocidade com que cresce.
Alimenta-se, aproveitando-se de outrem.
Pode começar com uma relação
mutualista,
lentamente oportunista
até se tornar chupista.
Os que são bons não matam,
aprendem a explorar
até a gula acabar.
Normalmente apenas com o seu apagar,
sorvendo-nos como uma bebida,
que fosse voluntariamente oferecida.
Estranho é, que existam tantos
e que não sucumbam aos seus próprios
encantos,
que não se comam uns aos outros.
Pergunto-me quando é que os nossos
sistemas imunitários
expulsarão os arrendatários,
exploradores do que não lhes pertence.
Extingui-los!
Provavelmente impossível.
Suplantá-los!
Será incortonável,
Para sobreviver,
talvez não seja necessário.
Para Crescer,
é imperativo.
Saturday, September 15, 2007
Fantochadas Comunistas
Mais um ano de festa do Avante e este ano primou pela desorganização e incoerência ideológica. Conhecido por ser uma festa da responsabilidade do partido comunista português (PCP), o Avante têm-se tornado, ao longo dos anos, um festival de Verão e “assim se vê a força do PC”... e mais não digo.
Isto porque até entendo que cada vez mais os partidos comecem a ficar ideológicamente homogeneizados, mas não aceito um partido que se diz comunista e que depois uma pessoa vai ali a passear pela Atalaia e encontre uma Pizza Hut ou uma barraquinha do KFC, cadeias de fast-food Norte-Americanas, e relembro que os EUA primam pelo capitalismo.
E isso foi só a gota d´agua para não relembrar a história da programação a 3€, sem a qual não saberiamos quem e a que horas iriam actuar. Fora isto o cartaz deixou muito a desejar nem que fosse por bandas como Peste e Sida e Blind Zero actuarem às 14h00...foi para isto que aqui a besta pagou 18€ ??
E agora um aparte e para quem não sabe, o “pai” do comunismo chama-se Karl Marx e não Che Guevara, já que se vendem tantas boinas e tshirts com a face do Che (mais uma vez o consumismo em altas, para não referir os preços praticados pelos feirantes)...acho que há que respeitar as barbas de Marx sem o qual não haveria festinha para consumir droga, beber até chegar ao coma e vomitar para o lago...uhuh!
Viva a Festa do Avante e Viva o Partido Comunista Português.
Isto porque até entendo que cada vez mais os partidos comecem a ficar ideológicamente homogeneizados, mas não aceito um partido que se diz comunista e que depois uma pessoa vai ali a passear pela Atalaia e encontre uma Pizza Hut ou uma barraquinha do KFC, cadeias de fast-food Norte-Americanas, e relembro que os EUA primam pelo capitalismo.
E isso foi só a gota d´agua para não relembrar a história da programação a 3€, sem a qual não saberiamos quem e a que horas iriam actuar. Fora isto o cartaz deixou muito a desejar nem que fosse por bandas como Peste e Sida e Blind Zero actuarem às 14h00...foi para isto que aqui a besta pagou 18€ ??
E agora um aparte e para quem não sabe, o “pai” do comunismo chama-se Karl Marx e não Che Guevara, já que se vendem tantas boinas e tshirts com a face do Che (mais uma vez o consumismo em altas, para não referir os preços praticados pelos feirantes)...acho que há que respeitar as barbas de Marx sem o qual não haveria festinha para consumir droga, beber até chegar ao coma e vomitar para o lago...uhuh!
Viva a Festa do Avante e Viva o Partido Comunista Português.
Saturday, June 23, 2007
A Perda
E isto porque...
Porque perdi a password do blog.
Porque a voltei a recuperar.
Porque perdi o engenho e a arte!
Porque me falta criatividade!
Porque me falta tempo!
Porque escrevo então?
Para desentorpecer uma alma com falta de expressão...
Para preencher um vazio bloguiano.
Para que voltemos ao dinamismo!
E porque espero que a lasanha fique pronta.
Está pronta! Até que melhores ventos soprem...
Porque perdi a password do blog.
Porque a voltei a recuperar.
Porque perdi o engenho e a arte!
Porque me falta criatividade!
Porque me falta tempo!
Porque escrevo então?
Para desentorpecer uma alma com falta de expressão...
Para preencher um vazio bloguiano.
Para que voltemos ao dinamismo!
E porque espero que a lasanha fique pronta.
Está pronta! Até que melhores ventos soprem...
Tuesday, May 15, 2007
Condolências
Àquela cuja força interior é superior.
Superior a força da sua voz.
Rouca como sempre,
até soltar o seu grito de libertação.
Quem sabe um dia
esse mesmo grito venha cá para fora
e pela sua voz sermos comandados,
num mundo bem mais feliz.
Ideias tão genuínas e saudáveis
não mereciam tal.
Continua a sonhar e dos teus sonhos,
tenho a certeza que algo nascerá.
Inês
Superior a força da sua voz.
Rouca como sempre,
até soltar o seu grito de libertação.
Quem sabe um dia
esse mesmo grito venha cá para fora
e pela sua voz sermos comandados,
num mundo bem mais feliz.
Ideias tão genuínas e saudáveis
não mereciam tal.
Continua a sonhar e dos teus sonhos,
tenho a certeza que algo nascerá.
Inês
Tuesday, November 28, 2006
O português é tramado
Caro leitor, este texto não será propriamente um texto, é mais um dos meus cada vez menos frequentes devaneios. E a situação é a seguinte:
Imagine a sua Maria muito arreliada certo dia, com o seu comportamento, e dirige-lhe o seguinte comentário:
"Ai! Manelito o que mais me dá fezes és tu!"
Este tipo de expressão é muito utilizada especialmente na região do Alentejo, talvez, também, no Algarve, mas desta última região não tenho a certeza. A expressão é utilizada com o intuito de dizer que a pessoa está preocupada com qualquer coisa. Neste caso c'o Manelito.
Agora pense, "...o que mais me dá fezes és tu!", francamente esta Maria merecia de imediato um par de estalos, então agora isto diz-se ao marido? O que mais a faz cagar é o marido?
Este é caso para dizer: "Mau-Maria, raios partam esta merda!"
Imagine a sua Maria muito arreliada certo dia, com o seu comportamento, e dirige-lhe o seguinte comentário:
"Ai! Manelito o que mais me dá fezes és tu!"
Este tipo de expressão é muito utilizada especialmente na região do Alentejo, talvez, também, no Algarve, mas desta última região não tenho a certeza. A expressão é utilizada com o intuito de dizer que a pessoa está preocupada com qualquer coisa. Neste caso c'o Manelito.
Agora pense, "...o que mais me dá fezes és tu!", francamente esta Maria merecia de imediato um par de estalos, então agora isto diz-se ao marido? O que mais a faz cagar é o marido?
Este é caso para dizer: "Mau-Maria, raios partam esta merda!"
Tuesday, October 24, 2006
Ao génio adormecido
Da inércia das ondas suaves,
do oceano dourado,
que se estende para todo o lado,
vejo voarem as aves,
como que flutuando
na acalmia dos ventos.
Enquanto vou caminhando,
recordo toda a sobriedade doutros momentos.
Destes apenas espero guardar
as lições pregadas pelo desalento.
Do raiar do sol que esperei,
nasceu mais fumo negro.
Dias cinzentos, sem dúvida.
É esperar que melhores venham,
e que com o apagar da esperança de hoje
se aprenda a projectar o futuro d’outra forma.
Deixar que o vento fale, o fogo inflame,
o mar se revolte, e a terra se revolva num enorme terramoto.
Deixarei que os elementos falem,
quando for o momento de acordar.
Eles que se manifestem,
ao invés da Heliocentrismo do qual sofro.
do oceano dourado,
que se estende para todo o lado,
vejo voarem as aves,
como que flutuando
na acalmia dos ventos.
Enquanto vou caminhando,
recordo toda a sobriedade doutros momentos.
Destes apenas espero guardar
as lições pregadas pelo desalento.
Do raiar do sol que esperei,
nasceu mais fumo negro.
Dias cinzentos, sem dúvida.
É esperar que melhores venham,
e que com o apagar da esperança de hoje
se aprenda a projectar o futuro d’outra forma.
Deixar que o vento fale, o fogo inflame,
o mar se revolte, e a terra se revolva num enorme terramoto.
Deixarei que os elementos falem,
quando for o momento de acordar.
Eles que se manifestem,
ao invés da Heliocentrismo do qual sofro.
Wednesday, October 04, 2006
O dia em que te perdi.
Já choveu e fez sol e está prestes a chover novamente, assim funciona a natureza, o mundo, a vida...uma poça aqui e acolá, lama de um lado ou de outro, as folhas lá vão caindo, passam horas, dias, semanas, meses, anos e ainda sinto aquela sensação de não existência, ou melhor, sei que existo mas não vivo, permanece o vazio, nada existe à minha volta e o presente não se torna realidade, apenas um acontecimento que daqui a 5 minutos tornar-se-á passado.
Se me senti viva? Sim, uma vez, quando te perdi...
Há coisas das quais não me consegui abstrair e ao aterrar na dura superfície terrestre troquei de dores...trocar uma dor infinita por uma dor física.
Lamento a incapacidade da despedida...justifico-a com a apatia existente em mim face ao mundo em que coabito.
A ti avô...
Se me senti viva? Sim, uma vez, quando te perdi...
Há coisas das quais não me consegui abstrair e ao aterrar na dura superfície terrestre troquei de dores...trocar uma dor infinita por uma dor física.
Lamento a incapacidade da despedida...justifico-a com a apatia existente em mim face ao mundo em que coabito.
A ti avô...
Wednesday, September 06, 2006
Parabéns
Bom, fiz hoje, ao fim de tanto tempo, o tal apanhado que prometi acerca do votário. Como poderão ver a pergunta introduzida já é nova e podem responder à nova questão para mais uma estatística fundamental para o funcionamento do país. Continuando, do apanhado que fiz temos os seguintes resultados:
Pergunta: O que é para ti mais romântico?
Respostas e suas votações:
1. O teu namorado(a) oferecer-te uma rosa vermelha - 6 votos (23%)
2. O teu namorado(a) levar-te a dar um passeio a beira mar - 6 votos (23%)
3. Um amigo convidar-te para cozinharem 0 votos (0%)
4. Um convite para jantar no burguer ranch - 2 votos (8%)
5. Um molho de rabanetes ao invés duma rosa - 6 votos (23%)
6. Não sei, tou na dúvida se hei-de ser gay - 6 votos (23%)
Um total de 26 votos.
Desta estatística concluo que 23% dos jovens são muito apaixonados e preferem rosas vermelhas, outros 23% preferem ir para a praia, rebolar e fazer sei lá o quê (juízo). O pessoal está-se mas é a cagar para os cozinhados e querem é comer um hamburguer ou uma pizza (viva o essencial). Os rabanetes como podem ver também são uma paixão, tal como as rosas, não fosse a sua igualdade percentual tão precisa. Não deixo de ficar preocupado com o facto de haver 6 jovens que tão na dúvida. Vou começar a ter mais cuidado quando saiu a rua. Decidam-se! Vá lá!
Como não podia deixar de ser este texto é dedicado a quem o propôs. Muitos Parabéns. Espero que continues a ser minha cunhada,’ tá?
Pergunta: O que é para ti mais romântico?
Respostas e suas votações:
1. O teu namorado(a) oferecer-te uma rosa vermelha - 6 votos (23%)
2. O teu namorado(a) levar-te a dar um passeio a beira mar - 6 votos (23%)
3. Um amigo convidar-te para cozinharem 0 votos (0%)
4. Um convite para jantar no burguer ranch - 2 votos (8%)
5. Um molho de rabanetes ao invés duma rosa - 6 votos (23%)
6. Não sei, tou na dúvida se hei-de ser gay - 6 votos (23%)
Um total de 26 votos.
Desta estatística concluo que 23% dos jovens são muito apaixonados e preferem rosas vermelhas, outros 23% preferem ir para a praia, rebolar e fazer sei lá o quê (juízo). O pessoal está-se mas é a cagar para os cozinhados e querem é comer um hamburguer ou uma pizza (viva o essencial). Os rabanetes como podem ver também são uma paixão, tal como as rosas, não fosse a sua igualdade percentual tão precisa. Não deixo de ficar preocupado com o facto de haver 6 jovens que tão na dúvida. Vou começar a ter mais cuidado quando saiu a rua. Decidam-se! Vá lá!
Como não podia deixar de ser este texto é dedicado a quem o propôs. Muitos Parabéns. Espero que continues a ser minha cunhada,’ tá?
Monday, August 21, 2006
Floribella

Novela dum canal ao qual não faço publicidade, enquanto não me pagarem. Mas não é a novela em si que me faz escrever, mas sim a sua grande protagonista – Luciana Abreu – Floribella. Na novela algumas vezes designada de “Flor”. O nome, afinal, nem lhe assenta mal, pois reparem tanto flores como ela podem receber gâmetas masculinos vindos de qualquer “flor masculina”, estame ou homem, dependendo do que estamos a falar. Eu não sei o que o caro leitor pensa, mas cada vez que me dirijo a tal canal, a certo horário da noite, vejo-a com um rapaz diferente, aos beijos ou aos amassos. Que quer afinal esta personagem? Ser comida o máximo número de vezes num menor período de tempo, ao longo da novela. Numa outra novela do canal da concorrência acusam Maria Micaela (Mimi) - Jessica Athayde de ser pega, porque coiso e tal rodou 4 ou 5 gajos durante um ano. Epá sim senhor, que pega! Mas, e então, que dizer da floribella? Aquele papel que Luciana Abreu faz, não tem nada de santo.
Depois a maneira fantástica como a jovem gere a sua carreira, fazendo que é como a personagem que interpreta, espanta-me. É incrivelmente afável, amável e até comovente. Tanto amor para com criancinhas e com os pobres, como li hoje por aí: “Quero ser rica para ajudar os pobres” (Luciana Abreu). Não tens já um bom punhado de trocos? Já podias distribuir aí pela malta, estás a espera de quê? Olha podias começar por me pagar o estágio e o resto da licenciatura e/ou mestrado.
Depois a maneira fantástica como a jovem gere a sua carreira, fazendo que é como a personagem que interpreta, espanta-me. É incrivelmente afável, amável e até comovente. Tanto amor para com criancinhas e com os pobres, como li hoje por aí: “Quero ser rica para ajudar os pobres” (Luciana Abreu). Não tens já um bom punhado de trocos? Já podias distribuir aí pela malta, estás a espera de quê? Olha podias começar por me pagar o estágio e o resto da licenciatura e/ou mestrado.
Tuesday, August 15, 2006
Sou
Tudo aquilo que me faz sentir mal,
Carradas de ódio plantadas
no mesmo ser.
Intitula-se defensor de causas.
Mais um irresponsável - mau.
Prisão que não te deixa voar,
prisão de mim mesmo.
Ciúme com perfume de paixão,
da ilusão,
que causo.
Às palavras dou uso.
Uso inadequado muitas vezes,
senão todas mesmo.
Não mereço certas coisas,
não mereço ser o poleiro onde pousas.
O negativo serve p'ra me definir,
nas minhas qualidades.
Dos meus defeitos usa-se o positivo.
O meu maior defeito: Amar
Minha maior qualidade: Haverá?
Cruzo sentimentos negativos com positivos,
sem sequer saber o que é negativo ou positivo.
Inverto tudo aquilo que sinto e escrevo para poder
viver aquilo que sou.
Idealista nascido do Submundo,
com palavras bonitas tenta chegar à ribalta,
mas será que sentes tudo isso?
Não passas de um idiota qualquer,
que não acredita em nada.
"Devias agarrar-te a uma fé"
De que adianta, se mais cedo ou mais tarde todos vamos morrer?
Das trevas foges por medo teres de as enfrentar,
cobarde mortal que aspira a sentimentos nobres,
cedo verá o escuro da noite encher-lhe as veias,
e o sangue sair-lhe pelos poros.
Carradas de ódio plantadas
no mesmo ser.
Intitula-se defensor de causas.
Mais um irresponsável - mau.
Prisão que não te deixa voar,
prisão de mim mesmo.
Ciúme com perfume de paixão,
da ilusão,
que causo.
Às palavras dou uso.
Uso inadequado muitas vezes,
senão todas mesmo.
Não mereço certas coisas,
não mereço ser o poleiro onde pousas.
O negativo serve p'ra me definir,
nas minhas qualidades.
Dos meus defeitos usa-se o positivo.
O meu maior defeito: Amar
Minha maior qualidade: Haverá?
Cruzo sentimentos negativos com positivos,
sem sequer saber o que é negativo ou positivo.
Inverto tudo aquilo que sinto e escrevo para poder
viver aquilo que sou.
Idealista nascido do Submundo,
com palavras bonitas tenta chegar à ribalta,
mas será que sentes tudo isso?
Não passas de um idiota qualquer,
que não acredita em nada.
"Devias agarrar-te a uma fé"
De que adianta, se mais cedo ou mais tarde todos vamos morrer?
Das trevas foges por medo teres de as enfrentar,
cobarde mortal que aspira a sentimentos nobres,
cedo verá o escuro da noite encher-lhe as veias,
e o sangue sair-lhe pelos poros.
Sunday, July 30, 2006
Lembranças de Sempre
Certo dia no CASM, aquando de um jogo de escrevermos os nossos desejos num papelinho e metermos todos num papel escrevi: "Ser Livre". Continuo a desejá-lo... ardentemente, cada vez mais. Espero viver até lá. Porque sofrer tanto tempo sem nunca o poder ser, é devastador para qualquer um.
Quando depois a professora foi perguntar a todos a quem pertenciam os desejos e porquê. Sai de lá a tal coisa bizarra e impensável: "Ser Livre". Vagamente os olhos de duas pessoas levaram-se à minha pessoa. Porque dada a audiência, não havia lá nenhum miúdo capaz de pensar num desejo daquele tipo. E eu levanto o meu dedo para afirmar que fui eu que escrevi aquilo. "Porque é que desejas ser livre?! Não o és já?!". Sim sou, mas não na verdadeira ascensão da palavra, gostava de o ser mais. Terei dito qualquer coisa como isto. Mas hoje diria: Se os pássaros podem ser livres para voar, os peixes livres para nadar, as gazelas para correr, porque não poderei eu ser livre para Amar? A mim e aos outros que quero? Porque não posso ser livre para ser feliz?
Serei um pássaro de gaiola? Um peixe de aquário? Uma gazela perseguida por uma chita?
Quando depois a professora foi perguntar a todos a quem pertenciam os desejos e porquê. Sai de lá a tal coisa bizarra e impensável: "Ser Livre". Vagamente os olhos de duas pessoas levaram-se à minha pessoa. Porque dada a audiência, não havia lá nenhum miúdo capaz de pensar num desejo daquele tipo. E eu levanto o meu dedo para afirmar que fui eu que escrevi aquilo. "Porque é que desejas ser livre?! Não o és já?!". Sim sou, mas não na verdadeira ascensão da palavra, gostava de o ser mais. Terei dito qualquer coisa como isto. Mas hoje diria: Se os pássaros podem ser livres para voar, os peixes livres para nadar, as gazelas para correr, porque não poderei eu ser livre para Amar? A mim e aos outros que quero? Porque não posso ser livre para ser feliz?
Serei um pássaro de gaiola? Um peixe de aquário? Uma gazela perseguida por uma chita?
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